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Questão 1) Um dos pontos centrais do filme evoca a distância entre
Cecil e Louis, já a partir da adolescência do menino. Por que o mundo do pai
persiste como um mundo completamente diferente do filho? Dê exemplos do
filme e explore as consequências disso para a vida de ambos.
Questão 2) Quando Cicel é contratado para trabalhar na Casa Branca, o
mordomo-chefe
lhe ensina a se comportar, a nunca falar de política, a sequer
respirar ou fazer barulho enquanto serve. Devido à sua origem, à sua história e
suas condições materiais, Cicel assimila bem o objetivo de “sobreviver
conformando-se ao mundo”. Louis segue os passos do pai? Como poderíamos
explorar a questão do conformismo do indivíduo a partir da mensagem do
filme?
Questão 3) Que cenas do filme sugeririam Cicel adentrando o 5º
estágio da moralidade em Kohlberg, e posteriormente o 6º. – Justifique.
Questão 4) Ao ingressar na faculdade, Louis se insere na militância em
prol dos direitos civis dos negros. Numa das cenas do filme, é dado destaque ao
modo de pensar estratégico dessa militância. Através de que ações o grupo
buscava chamar a atenção da sociedade? Que pré-requisitos os membros deveriam apresentar?
Por fim, que importante passo, segundo Louis, seria necessário dar para que a
causa dos direitos civis se efetivasse como uma demanda social?
Questão 5) Em que acontecimento Cecil definitivamente acorda para a
condição dos negros e partir daí compreende e aceita a luta do filho? O que
o levou a abrir os olhos?
Questão 6) O final do filme mostra um Cecil já velho, olhando para si
e estranhando o fato de ainda se sentir “tão perdido”. Ao despedir-se do
presidente Reagan, este também lhe confessa que na questão dos direitos civis, tinha
medo de “estar do lado errado”. Numa breve reflexão, problematize essa questão de envelhecermos
sem compreender a realidade ao nosso redor, lamentando-a muitas vezes, mas incapazes
de percebê-la ou modificá-la: qual a explicação para isso? Quais as
consequências? Transponha essa questão para nossa realidade brasileira.
Questão 7) Ao final do filme, a menção à eleição de Obama em 2009 levanta uma
questão sobre a força e a capacidade da democracia americana. No Brasil,
mais da metade da população é negra (54%), enquanto nos EUA essa cifra não
chega à metade (12,3%). É significativo observar que os americanos já colocaram
na presidência um homem negro, enquanto no Brasil essa possibilidade é remota? Olhando
para a nossa democracia: ela é forte, é dinâmica, é plural, é aberta ao novo? –
Vamos responder a essas questões a partir de debates bem presentes em nosso
cotidiano: representatividade de mulheres e negros, financiamento público de
campanha, entrada de outsiders na política, pré-sal versus sociedade
pós-carbono, uso de ferrovias versus rodovias, o debate entre esquerda e
direita hoje. Outros temas são bem-vindos.
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