Aqui estão os textos que servirão de base para nosso
debate sobre liberdade. Esta atividade é importantíssima e representa o
fechamento do que a gente vem discutindo. Clique
aqui para baixar os artigos. Antes de lê-los, primeiro confira algumas
considerações e encaminhamentos.
Bem, até agora nós vínhamos estudando e discutindo diferentes
construções do conceito de liberdade, passando por inúmeros autores, em
diversos contextos. Já temos uma bagagem. Nesse debate de encerramento, nós
vamos voltar o nosso olhar para questões atuais que envolvem o nosso dia a dia.
Já no séc. 17, portanto na modernidade, vemos ganhar
contornos uma versão do conceito de liberdade como não impedimento, ou seja, uma liberdade
negativa. Trata-se da ideia de que o indivíduo, respeitando os limites
estabelecidos pelo contrato social, não pode ser impedido de projetar e buscar
seus objetivos ideais e materiais. Em outras palavras, a pessoa será tanto mais
livre quanto menos o Estado se meter na vida dela.
Esse conceito é muito importante e a sua maior ou
menor eficácia nos dias de hoje é objeto de discussões acaloradas, que valem um
debate. Numa sociedade como a nossa, que alardeia uma noção de subjetividade
que obviamente ultrapassa as construções modernas, a efetividade da liberdade
negativa – algo que seria então indispensável – enfrenta constrangimentos elementares.
Em nosso debate, vamos explorar esse tema, abordando as tensões, ambiguidades e contradições presentes em nosso contexto atual: de
um lado o avanço dos direitos, de uma consciência coletiva e da busca por uma
sociedade mais solidária e menos desigual. De outro lado, o aumento da
tipificação e monitoramento das condutas, o crescimento da burocracia e do
Estado que, invadindo a liberdade do indivíduo, começa a legislar sobre temas
outrora reservados exclusivamente à família ou à religião.
Onde o Estado pode, onde o Estado não deve
se meter? Como promessas, revestidas de uma aura de avanços, se tornam engodos?
Onde termina a utopia e começam os exageros? Em nossa sociedade, o que o
indivíduo pode seguramente esperar em termos de liberdade? O estado pode cuidar
do indivíduo como uma mãe cuida do filho? Que decisões, de natureza individual,
nós estamos transferindo perigosamente para o coletivo? Que riscos corremos ao
fazer isso? Onde, em nossa sociedade, a liberdade respira límpida e intrépida?
Encaminhamentos práticos:
- Antes de começar o debate, que a turma já tenha
decidido como serão divididos os dois grupos: se entre pares x ímpares, se
entre meninos x meninas. O primeiro dos grupos vai fundamentar o SIM às ações
de caráter interventivo por parte do Estado. O segundo grupo vai fundamentar o
NÃO, defendendo a dimensão individual frente ao coletivo.
- Atenção: ter lido as reportagens é condição de possibilidade
para participar do debate.
- A atividade vale 40 pontos e os alunos devem mostrar
que sacaram os pontos de destaque das reportagens, evitando assim frivolidades,
superficialidades e divagações.
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