quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Debate sobre liberdade (2º ano)


Aqui estão os textos que servirão de base para nosso debate sobre liberdade. Esta atividade é importantíssima e representa o fechamento do que a gente vem discutindo. Clique aqui para baixar os artigos. Antes de lê-los, primeiro confira algumas considerações e encaminhamentos.
Bem, até agora nós vínhamos estudando e discutindo diferentes construções do conceito de liberdade, passando por inúmeros autores, em diversos contextos. Já temos uma bagagem. Nesse debate de encerramento, nós vamos voltar o nosso olhar para questões atuais que envolvem o nosso dia a dia.
Já no séc. 17, portanto na modernidade, vemos ganhar contornos uma versão do conceito de liberdade como não impedimento, ou seja, uma liberdade negativa. Trata-se da ideia de que o indivíduo, respeitando os limites estabelecidos pelo contrato social, não pode ser impedido de projetar e buscar seus objetivos ideais e materiais. Em outras palavras, a pessoa será tanto mais livre quanto menos o Estado se meter na vida dela.
Esse conceito é muito importante e a sua maior ou menor eficácia nos dias de hoje é objeto de discussões acaloradas, que valem um debate. Numa sociedade como a nossa, que alardeia uma noção de subjetividade que obviamente ultrapassa as construções modernas, a efetividade da liberdade negativa – algo que seria então indispensável – enfrenta constrangimentos elementares.
Em nosso debate, vamos explorar esse tema, abordando as tensões, ambiguidades e contradições presentes em nosso contexto atual: de um lado o avanço dos direitos, de uma consciência coletiva e da busca por uma sociedade mais solidária e menos desigual. De outro lado, o aumento da tipificação e monitoramento das condutas, o crescimento da burocracia e do Estado que, invadindo a liberdade do indivíduo, começa a legislar sobre temas outrora reservados exclusivamente à família ou à religião.
Onde o Estado pode, onde o Estado não deve se meter? Como promessas, revestidas de uma aura de avanços, se tornam engodos? Onde termina a utopia e começam os exageros? Em nossa sociedade, o que o indivíduo pode seguramente esperar em termos de liberdade? O estado pode cuidar do indivíduo como uma mãe cuida do filho? Que decisões, de natureza individual, nós estamos transferindo perigosamente para o coletivo? Que riscos corremos ao fazer isso? Onde, em nossa sociedade, a liberdade respira límpida e intrépida?
Encaminhamentos práticos:
- Antes de começar o debate, que a turma já tenha decidido como serão divididos os dois grupos: se entre pares x ímpares, se entre meninos x meninas. O primeiro dos grupos vai fundamentar o SIM às ações de caráter interventivo por parte do Estado. O segundo grupo vai fundamentar o NÃO, defendendo a dimensão individual frente ao coletivo.  
- Atenção: ter lido as reportagens é condição de possibilidade para participar do debate.  
- A atividade vale 40 pontos e os alunos devem mostrar que sacaram os pontos de destaque das reportagens, evitando assim frivolidades, superficialidades e divagações.

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